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Altura de Reflexão

Declaração Política

Estamos a aproximadamente três meses do final do mandato 2013-2017 e, como tudo na vida, nada é eterno, possivelmente alguns ficam e outros não!

Durante este mandato o Bloco de Esquerda, defendeu e propôs matérias relevantes para a freguesia constantes do seu manifesto eleitoral de modo a honrar os seus compromissos, sem nunca esquecer qual a sua força e a sua representatividade – tivemos um sacho para trabalhar, ficamos muito longe da enxada!

“Faremos cooperação institucional ou oposição construtiva analisando e votando proposta a proposta”; – este é um excerto do discurso de tomada de posse em Outubro de 2013 – foi isto que durante este mandato fizemos e honramos.

É necessário que todas e todos façam um reflexão sobre os últimos quatro anos do trabalho autárquico realizado e suas consequências na melhoria da qualidade de vida das populações.

A nível local houveram mudanças, nos últimos anos! A agregação de freguesias sem a devida auscultação das populações, as dívidas quer no município quer na freguesia de Vilar do Paraíso aquando da alterações de protagonistas em 2013. São apenas constatações daquilo que é público!

“A historia repetiu-se sem verdadeiramente se repetir. Fomos armadilhados sem sinais claros, de um discurso de intenções que pudéssemos identificar como remonitório. … Estávamos desarmados diante de um ismo novo, violento mas subtil, que o tempo ainda não tinha sido capaz de batizar. … Contudo, a democracia continuava a funcionar na sua rede de aparências traiçoeiras, como se nada estivesse a acontecer.”; in an.

A nível da União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso, esta Assembleia de Freguesia assistiu ao debate durante algumas sessões entre o Dr. Elísio Pinto enquanto ex-presidente da Junta de Vilar Paraíso com o atual Presidente de Junta Dr. João Paulo Correia, devido às dividas da ex- junta de Vilar Paraíso. É escusado mencionar os argumentos à época porque são públicos e podem ser consultados nas atas desta União de Freguesias.

“Rodearam com muralhas de ruído as nossas canções, a voz dos nossos poetas. Para que não os ouvissem, em vez de lhe cortarem logo a língua, taparam com barulho os ouvidos das pessoas. Fizeram crer que a mensagem não era importante, que era coisa antiga, ultrapassada, caída em desuso…acordamos tarde … não vai há muito tempo que despiram os disfarces…”; in an.

O Bloco de Esquerda, durante este mandato fez aquilo que lhe foi possível, diante da sua força de representação, contribuiu com proposta tendo por base aquilo que considera correto e praticável, sem colocar em causa a gestão da autarquia. Fomos coerentes, rigorosos, persistentes e hoje podemos ver que algumas das nossas propostas tiveram um fim possível.

“Devemos ter memoria!”; dizem-nos e, porque temos memória, não podemos esquecer o que foi feito, bem como aquilo que foi dito e escrito. Não podemos esquecer a gestão do Dr. Filipe Menezes, do Dr. Marco António Costa ou do Dr. Elísio Pinto,…, porque quando estão em causa dinheiros públicos devemos ter memória dado que decisões incorrectas e meramente eleitoralistas são pagas por todos nós!

Qualquer Junta de Freguesia só funciona com os seus trabalhadores, o poder político a cada quatro anos pode mudar, mas os trabalhares ficam e espera-se que fiquem, mas que os seus direitos e garantias laborais sejam os mais vantajosos e possam ser eliminadas as relações precárias que ainda possam prevalecer.

Por tudo isto, é sempre muito positivo lembrar:

Grândola, vila morena

Terra da fraternidade

O povo é quem mais ordena

Dentro de ti, ó cidade

Pela Representante do Bloco de Esquerda

Lurdes Gomes